fim de ano e eu ando meio de ovo cheio de barulho e da fumaça, do telefone que [não] toca, das reprises diárias de c.s.i, de pessoas que insistem numa coisa que não quero, de tentar brincar de verdade ou [in]consequência, da minha mãe fazendo promessa pra santa, me obrigando a pendurar escapulário no pescoço, de desejos reprimidos e ou sentimentos que não deixo evoluírem por falta de perspectiva, do pessimismo, da moleza, de corações apertadinhos e borboletas no estômago, da vizinha histérica/traída/barraqueira, da vizinha testemunha de jeová, do vizinho emo/maconheiro/troglodita, de boatos e boates ou do próprio silêncio, até porque as pessoas estão começando a curtí-lo agora (aka depeche mode), e eu já tive esse tempo.
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descobri que quando eu planejo muito algo, nada acontece. as coisas que funcionam acabam que se tornando meio imprevísiveis. e as previsíveis são regidas pelas leis de murphy, a lei do L[oser]. enfim, cansei de falar nisso, até porque falar disso demais atrapalha. murphy escuta. decidi fechar o bico, ficar pseudoquieta, "comerpelasbeiradas".
então muito cuidado.