about give yourself to death
às vezes eu paro pra analisar a minha vida e [quase] tudo à minha volta e vejo como a palavra amor perdeu o significado. o que antes exigia toda aquela preparação psicológica e horas e horas de ensaio na frente do espelho (clichê sim, por que não?), gerando aquela distonia crônica, coração acelerado e borboletas no estômago, enfim.. todas aquelas sensações desagradáveis foram substituídas por simples três palavras: EU TE AMO. assim, frio e seco. ao menos foram ditas? não, foram digitadas num scrapbook ou testimonial qualquer. é aquela coisa, te conheci ontem, tomei uns porres com você, ri de algumas piadas e agora eu te amo meu amigo. te amo de verdade, você virou peça indispensável na minha vida. olha, não que isso seja intencional. o que preocupa é que a gente não sabe mais o que sente e o que não sente. êta carência filha da puta! você se agarra naquilo que acabou de ouvir e pensa que é pra sempre. e talvez até seja, mas porra, dá um tempo! deixar que a convivência, as brigas, os risos e choros façam surgir os calos e que com estes, tudo vá ficando mais sólido.
e por enquanto as mágoas e os draminhas vão moldando, meus relacionamentos, e espero que (e eu boto muita fé nisso), daqui a uns tempos quando os calos forem suficientes, eu possa enfim respirar fundo, dizer as três palavras malditas e tudo aquilo soar verdadeiro.
e por enquanto as mágoas e os draminhas vão moldando, meus relacionamentos, e espero que (e eu boto muita fé nisso), daqui a uns tempos quando os calos forem suficientes, eu possa enfim respirar fundo, dizer as três palavras malditas e tudo aquilo soar verdadeiro.


